O que é o autismo?

“Autismo é um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento que se manifesta pela modificação na captação e organização sensorial dos 12 sentidos humanos (audição, visão, paladar, olfato, tato, sentido térmico, sentido orgânico, sentido sinestésico, sentido do equilíbrio, do pensamento, da fala e do eu) alterando o desenvolvimento das sete áreas do desenvolvimento infantil e humano (imitação, percepções, coordenação motora fina, coordenação motora global, integração viso motora, cognição e cognição verbal), na medida em que as desnivela inter e intra-áreas, o que por sua vez é observável pela modificação do comportamento, do relacionamento e da comunicação de quem o porta.
 
O Transtorno Invasivo, assim como o próprio nome diz, invade, desorganiza e desestrutura o desenvolvimento, provocando em de 75% dos casos, deficiência mental concomitante.
 
Os dados estatísticos atuais [Eric Fombonne (e-mail: ericfombonne@mcgill.ca)] apontam para 1 (um) autista a cada 150 (cento e cinqüenta) nascimentos.
 
É um transtorno encontrado em todo mundo e em famílias de toda configuração racial, étnica e social. “Não se conseguiu provar nenhuma causa psicológica no meio ambiente dessas crianças que possa causar autismo e o mesmo não tem prevenção.”
 
Eliana Rodrigues Boralli Mota – 2008

Fonte: http://auma.org.br/autismo/o-que-e/
 
 

O diagnóstico

No Brasil, o diagnóstico do autismo oficial é organizado pelo CID-10, código internacional de doenças, décima edição. No entanto, é importante saber que o diagnóstico do Autismo e de outros quadros do espectro são obtidos através de observação clínica e pela história referida pelos pais ou responsáveis. Assim, não existem marcadores biológicos que definam o quadro.

Alguns exames laboratoriais podem permitir a compreensão de fatores associados a ele, mas ainda assim o diagnóstico do autismo é clínico.Além da CID-10, outros manuais procuraram organizar o entendimento das doenças. Entre eles, tem sido bastante utilizado o Manual de Classificação de Doenças Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM, que está na 4a edição. O DSM-IV é relativamente parecido com o CID-10.  Sua nova edição, porém, o DSM-V, que está sendo preparada para ser lançada em 2013, prevê muitas modificações na organização do diagnóstico do autismo. A principal será a eliminação das categorias Autismo, síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo e Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.  Existirá apenas uma denominação: Transtornos do Espectro Autista.

Essa decisão baseia-se principalmente no conhecimento acumulado.  Por meio dele sabemos que é relativamente fácil reconhecer que uma pessoa pertence ao grupo de transtorno global. Nem sempre, porém, é possível determinar se o quadro é compatível com autismo, Asperger, etc.

Fonte: http://www.autismoerealidade.org/informe-se/sobre-o-autismo/diagnosticos-do-autismo/

 

O tratamento

Os tratamentos do autismo para o Transtorno do Espectro Autista geralmente são programas intensos e abrangente que envolve a criança, a família e os profissionais, sendo indicado começar o mais cedo possível. Os programas de intervenção para os principais sintomas abordam as questões sociais, de comunicação e cognitivas centrais do autismo. Os objetivos do programa para o tratamentos do autismo são traçados de acordo com as dificuldades e habilidades da criança, sendo levada em conta a fase de desenvolvimento em que se apresenta. Geralmente a intervenção comportamental, a terapia fonoaudiológica, ocupacional e psicopedagógica fazem parte do programa para os tratamentos do autismo.

Principais métodos de intervenção para os tratamentos do autismo:

1. Análise do Comportamento Aplicada (ABA): técnica utilizada nos tratamentos do autismo para diminuir os comportamentos problemáticos relacionados ao autismo. O alvo é a ampliação e aquisição de comportamentos inexistentes no repertório; diminuição de comportamentos em excesso e que são inadaptativos, visando a construção de um repertório comportamental que se sustente em diferentes ambientes, com diferentes pessoas, gerando inclusão social, escolar e profissional para o autista.

2. TEACCH – Treinamento e Ensino de Crianças com Autismo e Outras Dificuldades de Comunicação Relacionadas: oferece estratégias cognitivas e comportamentais nos tratamentos do autismo que auxiliam os professores a intervir na capacidade de aquisição de habilidade do aluno. O método fornece técnicas de organização, estruturação, repetições e treinamento, considerando pré-requisitos importantes para a alfabetização. O ambiente físico e social é organizado com a utilização de recursos visuais, para que a criança possa prever e compreender as atividades diárias com mais facilidade e ter reações apropriadas. Os programas de TEACCH são geralmente dados em uma sala de aula, mas também podem ser feitos em casa e são usados em conjunto com aqueles destinados à sala de aula. Os pais trabalham com os profissionais como co-terapeutas para que as técnicas possam ter continuidade em casa. É usado por psicólogos, professores de educação especial, fonoaudiólogos e profissionais devidamente treinados.

3. Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (PECS – Picture Exchange Communication System): é um sistema de ensino que permite à criança com pouca ou nenhuma habilidade verbal comunicar-se usando figuras. O PECS pode ser usado em casa, na sala de aula ou em vários outros ambientes. Um terapeuta, professor, pai ou mãe ajuda a criança a construir vocabulário e articular os desejos, observações ou sentimentos usando as imagens sistematicamente.

4. Terapia fonoaudiológica: abrange uma série de técnicas e trata de uma gama de desafios para crianças com autismo. Por exemplo, alguns indivíduos não conseguem falar. Outros parecem adorar falar. Mas ambos podem ter dificuldade na compreensão da informação ou dificuldade de comunicar-se. Os tratamentos do autismo fonoaudiológico para crianças com autismo visa coordenar a mecânica da fala com o significado e valor social da linguagem. Dependendo da aptidão verbal do indivíduo, o objetivo pode ser o domínio da língua falada ou pode ser o aprendizado de sinais e gestos para se comunicar. Em cada caso, o objetivo é ajudar a pessoa a aprender a comunicar-se de forma útil e funcional.

5. Terapia Ocupacional (TO): trabalha conjuntamente habilidades cognitivas, físicas e motoras. O objetivo é ajudar a pessoa a se tornar funcional e independente. Para uma criança com autismo, o foco pode ser as habilidades de brincar e aprender, assim como habilidades básicas para atividades de vida diária (ex: saber se vestir, se alimentar, se arrumar e usar o banheiro de forma independente e melhorar as habilidades sociais, motoras finas e de percepção visual).

6. Fisioterapia: concentra-se em qualquer problema do movimento que cause limitações funcionais. Crianças com autismo muitas vezes têm dificuldades motoras, tais como dificuldades para sentar, andar, correr e pular. A fisioterapia também pode tratar a falta de tônus muscular, equilíbrio e coordenação.

7. Acompanhamento psicopedagógico: busca desenvolver recursos para a aprendizagem, instrumentalizando com técnicas que o facilitem a aprender, investindo no potencial (habilidades) encontrado.

Fonte: http://www.autismoerealidade.org/informe-se/sobre-o-autismo/tratamentos-do-autismo/

 

A família autista

A família, sociologicamente, é definida como um sistema social, dentro do qual podem ser encontrados subsistemas, dependendo de seu tamanho e da definição de papéis. É através das relações familiares, como são socialmente definidas e regulamentadas, que os próprios acontecimentos da vida recebem seu significado e, através dele são entregues a experiência individual, o nascer, o morrer, o crescer, o envelhecer, a sexualidade, a procriação, conforme a conceituação de Saraceno (1992). 
 
O autismo do filho coloca os pais frente a emoções de luto pela perda da criança saudável que esperavam. Sentem, por isso, sentimentos de desvalia por terem sido escolhidos para viver essa experiência dolorosa, afirma Krynski (1969).
 
O autismo leva o contexto familiar a viver rupturas por interromper suas atividades sociais normais, transformando o clima emocional no interior e no exterior. A família se une à disfunção de sua criança, sendo tal fator determinante no início de sua adaptação. Os esforços dos terapeutas deveriam ser direcionados na ajuda à família, interpretando melhor as dificuldades da criança. A aproximação psico-educacional e a intervenção tem sido o modelo da pesquisadora para assistir famílias com esse tipo de problema, tentando facilitar a adaptação no contexto social dentro de sua realidade.
 
Os seres humanos têm algumas alternativas para superar dificuldades. Podem entrar em contato com problemas e sentimentos, aceitá-los e trabalhar com essa realidade. Neste contexto, entra o papel da Associação Anjo Azul, que recebe, acolhe, orienta os pais e familiares, que informa e capacita a sociedade promovendo eventos sobre o tema do autismo. Que luta pelos direitos destas crianças verdadeiramente especiais.
 

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