A visão cognitivo-comportamental do autismo

07/03/2013 19:03

Terapia Cognitivo Comportamental

 

Realizado por um Psicólogo especializado em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), o enfoque cognitivo comportamental no quadro autista, não é entendido como tendo uma causa subjacente e que todas as crianças autistas fazem parte de uma população homogênea. Ao contrário, as crianças autistas apresentam características que se assemelham, mas que se apresentam em diferentes níveis de intensidade, sendo que não se pode deixar de assinalar que comportamentos apresentados por autistas são também observados em crianças normais, ainda que com taxa de freqüência menor, podendo-se exemplificar com condutas auto-estimuladas, como se balançar.
 
Assim sendo, pode-se dizer que os desvios comportamentais apresentados por estas crianças não escapam às leis da aprendizagem a que estão sujeitos os demais comportamentos em geral. Ou seja, através de um bem elaborado manejo comportamental é possível obter-se melhora do quadro autista, utilizando-se os princípios de aprendizagem, como reforço positivo e modelação comportamental. Logo, comportamentos autistas podem estar sendo mantidos por conseqüências como atenção fornecida pelo cuidador da criança, que pode ser o pai, a mãe ou outra pessoa que convive diariamente com a criança; por auto estimulação, ou seja, a criança sente algum tipo de prazer quando emite aquele determinado comportamento; ou ainda, porque a emissão de um comportamento, como auto agressão, pode servir para a retirada de uma situação em que a criança não quer estar, como fazer uma tarefa escolar.
 
Mas, no momento do diagnóstico, é importante que o terapeuta tenha em mente que este deve ser diferenciado do olhar clínico médico, pois se deve atentar não só para aquilo que a criança autista apresenta como déficit, mas também se deve olhar para aquilo que ela consegue fazer com êxito. A intervenção comportamental não será, então, baseada na nosografia do quadro, mas estará pautando-se nos comportamentos que a criança emite, avaliando sua funcionalidade no ambiente, bem como seu desenvolvimento social.
 
Assim sendo, o terapeuta cognitivo-comportamental tem que levar em consideração não apenas que a criança tem um quadro autista e aceitar como conseqüência deste, comportamentos como déficit de interação social, de comunicação, comportamentos autolesivos e agressivos, entre outros. Ao contrário, deve fazer um levantamento de todos os comportamentos que são emitidos pela criança, passando depois a estudar as situações de ocorrência, assim como possíveis reforçadores subseqüentes aos comportamentos que podem ser seus mantenedores.
 

 

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