Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas do Estado do Tocantins

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O que é o autismo?

04/03/2013 15:03

A definição

O Autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento (também cha­mado de Transtorno do Espectro Autista), caracterizado por alterações sig­nificativas na comunicação, na interação social e no comportamento da criança.
 
Essas alterações levam a importantes dificuldades adaptativas e aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida.
 
Não se sabe ainda a origem da síndrome e como ela ocorre, porém já se sabe que o autismo é mais comum em crianças do sexo masculino e independente da etnia, origem geográfica ou situação socioeconômica.
 
O diagnóstico
Chegar a um diagnóstico de autismo não é simples. É preciso fazer uma avaliação completa da criança para se chegar a um diagnóstico, que deve ser feito por uma equipe de profissionais especializa­dos. Essa equipe vai precisar de um tempo para observar o comportamento da pessoa, analisar sua história de vida e o desenvolvimento de suas rela­ções sociais.
 
Importantes sinais de autismo
A seguir apresentamos alguns sinais importantes que podem indicar a presença de traços autistas ou de outros problemas, e que podem ser percebidos no ambiente familiar, social e escolar:
 
  • O relacionamento com outras pessoas pode não despertar seu interesse;
  • Age como se não escutasse (ex. não responde ao chamado do próprio nome);
  • O contato visual com outras pessoas é ausente ou pouco freqüente;
  • A fala é usada com dificuldade, ou pode não ser usada;
  • Tem dificuldade em compreender o que lhe é dito e também de se fazer compreender;
  • Palavras ou frases podem ser repetidas no lugar da linguagem comum (ecolalia);
  • Movimentos repetitivos (balanço do tronco para frente e para trás, balançar as mãos diante dos olhos, agitar os braços como se fossem voar) podem aparecer;
  • Costuma se expressar fazendo gestos e apontando, muitas vezes não fazendo uso da fala;
  • As pessoas podem ser utilizadas como meio para alcançar o que quer;
  • Colo, afagos ou outros tipos de contato físico podem ser evitados;
  • Pode não demonstrar envolvimento afetivo com outras pessoas;
  • Pode ser resistente a mudanças em sua rotina;
  • O que acontece a sua volta pode não despertar seu interesse;
  • Parece preferir ficar sozinho;
  • Pode se apegar a determinados objetos;
  • Crises de agressividade ou auto-agressividade podem acontecer. 
 
Porém, ATENÇÃO, esses sinais são apenas indicativos de alerta, o diagnóstico deve ser feito por profissionais especializados (neurologistas em conjunto com pediatra e neuropsicólogo), a partir da utilização de técni­cas próprias, como entrevistas e observação clínica.
 
O tratamento
Não há medicamentos específicos para o autismo, mas remédios podem ser receitados quando há outros sintomas associados ao autismo como epilepsia, hiperatividade etc. Porém, o uso de medicamento deve sempre seguir recomendação médica e deve ser feito sempre junto com outros trata­mentos.
 
Existem várias opções de tratamentos, que devem ser realizados sempre por equipes multidisciplinares. Os diferentes métodos terapêuticos podem ser usados sozinhos ou em conjunto. Um método pode trazer bons resul­tados para uma criança, mas não para outra, ou seja, cada caso é único, apesar de possíveis semelhanças, e o tratamento também deve ser assim, considerando sempre a criança como um todo: seus sentimentos, seus comportamentos, sua relação com os outros na família, na escola, na comunidade etc.
 
A maioria dos estudiosos afirma que o autismo não tem cura, pois mesmo quando há um ótimo desenvolvimento suas características permanecem por toda a vida. Portanto, já existem tratamentos que podem levar a criança a um excelente desenvolvimento e a uma melhor qualidade de vida, ainda mais quando são realizadas intervenções precoces.
 
É preciso também cuidar da família do autista
É muito difícil para os pais que têm filhos com autismo enfrentarem essa situação, principalmente quando recebem o diagnóstico. Os pais também podem contar com a ajuda de pessoas próximas ou que tenham experiência com situações semelhantes. O importante é que essas pessoas saibam compreender e aceitar o sofrimento destes pais, acolhen­do-os da melhor forma, sem críticas ou julgamentos. Quando os pais estão bem eles podem ajudar melhor os seus filhos.